Este é o primeiro conteúdo do Especial AU 2026 | A visão da NTI Brasil, uma série em quatro partes que reúne diferentes perspectivas sobre a participação da NTI Brasil na Autodesk University 2026.
Ao longo da série, vamos compartilhar a visão das nossas lideranças, a experiência de quem participou da programação oficial do evento, a perspectiva da equipe comercial e os aprendizados dos clientes que estiveram em Las Vegas ao nosso lado.
Nesta primeira publicação, reunimos as principais reflexões de Léo Onuchic, Diretor Adjunto da NTI Brasil, sobre os movimentos observados durante a AU 2026 e o que eles representam para o futuro da engenharia, da transformação digital e da própria atuação da NTI Brasil.
Entre os dias 15 e 17 de setembro, profissionais de diferentes partes do mundo se reuniram em Las Vegas para a Autodesk University 2026. Ao longo de três dias, inteligência artificial, automação, plataformas conectadas e transformação digital dominaram boa parte das discussões do evento. A programação reuniu centenas de sessões, apresentações e encontros voltados aos setores de arquitetura, engenharia, construção, manufatura, infraestrutura, mídia e entretenimento.
Mas, para a NTI Brasil, a principal mensagem da AU 2026 não foi um lançamento específico, uma nova funcionalidade ou uma única tecnologia.
O que chamou atenção foi a confirmação de uma mudança que já vinha ganhando força nos últimos anos: a evolução para um modelo de trabalho baseado em dados conectados, plataformas integradas e inteligência artificial aplicada a contextos reais de negócio.
Muito além da inteligência artificial
A inteligência artificial foi, sem dúvida, o assunto mais presente durante a AU 2026. A Autodesk apresentou avanços relacionados ao Autodesk Assistant e reforçou sua estratégia de desenvolvimento das plataformas Forma, Fusion e Flow, cada vez mais conectadas à inteligência artificial e à utilização de dados ao longo de todo o ciclo de vida dos projetos.
No entanto, existe uma diferença importante entre a abordagem da Autodesk e a forma como muitos profissionais enxergam a inteligência artificial atualmente.
Enquanto modelos tradicionais de IA podem gerar respostas com base em grandes volumes de informação, a engenharia exige um nível de confiança muito maior.
“O AU foi especialmente sobre inteligência artificial e sobre como podemos utilizá-la para acelerar os processos de engenharia. Nesse contexto, existe uma preocupação importante da Autodesk em garantir que não ocorram alucinações como nas LLMs tradicionais.”
Léo Onuchic
Diretor Adjunto da NTI Brasil
Essa preocupação faz sentido. Em áreas como engenharia, construção e manufatura, uma informação incorreta pode gerar impactos significativos em custos, produtividade, qualidade e segurança. Por isso, a discussão sobre IA durante a AU esteve diretamente ligada à qualidade dos dados disponíveis e à capacidade de utilizá-los de forma estruturada e confiável.
Mais do que criar respostas, a inteligência artificial precisa ajudar profissionais a encontrar informações relevantes, automatizar tarefas repetitivas e acelerar decisões dentro de um contexto seguro.
O mercado está olhando para o lugar errado
Após o evento, uma das discussões mais comuns nas redes sociais foi sobre a possível substituição de ferramentas tradicionais por plataformas mais recentes.
Perguntas como "o Forma vai substituir o Revit?" ou "o Fusion vai substituir o Inventor?" passaram a aparecer com frequência.
Na visão da NTI Brasil, porém, essa discussão simplifica demais o que realmente está acontecendo.
O principal movimento observado durante a AU 2026 não é a troca de uma ferramenta por outra, é a transformação da maneira como os dados são organizados, compartilhados e utilizados.
“A Autodesk está em processo de migração para uma plataforma de gestão de dados em nuvem. Quando isso acontece, os dados passam a ser granulares e manipuláveis por diversas operações. Então, é uma substituição de conceito de trabalho, não uma substituição de ferramenta.”
Léo Onuchic
Diretor Adjunto da NTI Brasil
Essa mudança é fundamental porque dados mais granulares e acessíveis se tornam a base necessária para tecnologias como inteligência artificial, Business Intelligence, automações avançadas e Digital Twins.
À medida que os dados deixam de ficar restritos a aplicações específicas, eles passam a poder ser utilizados por diferentes sistemas, equipes e áreas do negócio, criando uma base mais sólida para análises, integrações e futuras evoluções tecnológicas.
Não se trata apenas de ganhos imediatos, mas da possibilidade de criar a infraestrutura necessária para viabilizar os próximos avanços que ainda estão por vir.
“Não estamos falando sobre a substituição de ferramentas. Estamos falando sobre a evolução de um modelo de trabalho.”
Léo Onuchic
Diretor Adjunto da NTI Brasil
Uma validação importante para a estratégia da NTI Brasil
Outro ponto que chamou atenção durante a AU 2026 foi o alinhamento entre os caminhos apresentados pela Autodesk e o posicionamento que a NTI Brasil vem fortalecendo junto aos seus clientes.
Ao longo dos últimos anos, nossa atuação passou a ir além do licenciamento de software.
Cada vez mais, buscamos apoiar empresas em desafios relacionados à produtividade, transformação digital, organização de processos, gestão de informações e adoção de tecnologia.
Esse alinhamento também pode ser observado nos movimentos realizados pela própria NTI Brasil nos últimos meses. As aquisições da DiRoots e da Cadbim reforçam a estratégia de ampliar a capacidade de apoiar clientes em desafios ligados à automação, produtividade, BIM, desenvolvimento de soluções especializadas e transformação digital.
Mais do que ampliar portfólio, essas iniciativas fortalecem a visão da NTI Brasil de atuar como parceira estratégica na evolução tecnológica dos seus clientes.
Segundo Léo, a AU reforçou exatamente essa direção. “O AU trouxe muita validação do caminho que estamos seguindo, com a reinvenção da NTI Brasil como um apoio de consultoria ao cliente, viabilizando ganhos de produtividade e a reestruturação das operações alinhada aos objetivos estratégicos de cada empresa.”
Essa percepção apareceu não apenas nas palestras e anúncios da Autodesk, mas também nas conversas realizadas com clientes e parceiros durante o evento.
Grande parte dos desafios discutidos em Las Vegas não estava relacionada à escolha de uma ferramenta específica.
As conversas giravam em torno de integração de dados, eficiência operacional, colaboração entre equipes e preparação das organizações para um cenário cada vez mais orientado por inteligência artificial.
Cases brasileiros ganhando relevância internacional
A participação da NTI Brasil também reforçou algo que merece destaque: o mercado brasileiro tem muito a contribuir para as discussões globais sobre transformação digital.
Um dos exemplos mais relevantes foi o case da Motiva, que ganhou visibilidade durante o evento e chamou a atenção da própria Autodesk.
Mais do que um projeto tecnológico, o case representa um trabalho de transformação organizacional em larga escala, envolvendo integração de processos, dados e pessoas.
Durante o AU 2026, a NTI Brasil teve a oportunidade de apresentar essa iniciativa diretamente para Dara Treseder, Chief Marketing Officer da Autodesk, em conjunto com representantes da Motiva e do time técnico da Autodesk Brasil.
Esse encontro reforçou a relevância do trabalho desenvolvido no Brasil e mostrou como projetos nacionais podem contribuir para discussões globais sobre tecnologia, produtividade e gestão.
Outro destaque foi a participação da Modular na programação oficial do evento.
O case apresentado abordou a integração entre construção, manufatura e gestão de informações, um tema totalmente alinhado com uma das principais tendências discutidas durante o AU 2026.
Os detalhes dessa experiência serão aprofundados no próximo capítulo da série, quando apresentaremos a visão de Paulo Santos sobre a participação da NTI Brasil na programação do Autodesk University.
O valor que nenhuma tecnologia substitui
Apesar de toda a evolução tecnológica apresentada durante o evento, um dos principais aprendizados continua sendo humano.
O evento Autodesk University cria oportunidades únicas de aproximação entre clientes, parceiros, especialistas e lideranças do mercado.
Para a NTI Brasil, essa proximidade possui um papel importante na construção de relacionamentos duradouros.
“Vejo muito valor no AU como uma oportunidade de estreitar laços com nossos clientes estratégicos. Esse contato faz com que eles deixem de nos ver apenas como um fornecedor e passem a nos enxergar como um parceiro estratégico e comprometido com o sucesso deles.”
Léo Onuchic
Diretor Adjunto da NTI Brasil
Essa visão resume, de certa forma, o que a NTI Brasil leva do AU 2026.
A inteligência artificial continuará evoluindo.
As plataformas continuarão se tornando mais conectadas.
Os dados serão cada vez mais importantes.
Mas os resultados continuarão dependendo da capacidade das pessoas de transformar essas possibilidades em processos, produtividade e crescimento para seus negócios.
Uma visão para os próximos anos
Na leitura da NTI Brasil, o AU 2026 não apresentou apenas novas tecnologias.
Ela reforçou uma mudança na forma como empresas irão trabalhar, tomar decisões e utilizar seus dados nos próximos anos.
O protagonismo da inteligência artificial, a evolução das plataformas em nuvem e a importância crescente dos dados conectados indicam um futuro em que informação e colaboração serão tão importantes quanto as próprias ferramentas utilizadas.
Mais do que acompanhar esse movimento, a NTI Brasil segue com a missão de apoiar seus clientes a transformá-lo em resultados concretos.
Porque, no fim das contas, tecnologia só gera valor quando consegue produzir impacto real no negócio.
Continue acompanhando o Especial AU 2026
Este foi o primeiro capítulo do Especial AU 2026 | A visão da NTI Brasil, série que reúne diferentes perspectivas sobre a participação da empresa no Autodesk University 2026.
Próximos capítulos
Parte 2 de 4
Especial AU 2026 | A visão da NTI Brasil: Do palco às oportunidades para o mercado brasileiro
A visão de Paulo Santos sobre a experiência de palestrar no Autodesk University 2026 e os aprendizados levados ao mercado brasileiro.
Parte 3 de 4
Especial AU 2026 | A visão da NTI Brasil: Grandes contas, proximidade e relacionamento estratégico
A visão de Kelly Tonon sobre as tendências observadas no evento e os impactos para clientes estratégicos.
Parte 4 de 4
Especial AU 2026 | A visão da NTI Brasil: A experiência dos clientes brasileiros em Las Vegas
Os principais aprendizados, percepções e expectativas dos clientes que participaram da AU 2026 ao lado da NTI Brasil.